Coisas que você aprende quando deixa de escutar os outros (e passa a escutar a si mesmo)

No último feriado fiz duas coisas que me fizeram superar limites e me deixaram muito feliz: Participar de uma maratona de 5k e atravessar o estado dirigindo sozinha por quatro horas em direção as montanhas.

Uma coisa que venho aprendendo é que a gente sempre pode ir mais longe, mas nunca chegaremos a lugar nenhum se não tentarmos. E que se realmente é uma coisa que a gente quer, nada e nem ninguém pode dizer o contrário.


Há alguns anos comecei a correr na rua e tinha vontade de participar de uma maratona, mas nunca me esforcei o suficiente para que isso acontecesse. Então, lá no começo do ano, coloquei como meta e prometi pra mim mesma que não acabaria 2015 sem fazer isso. Nos últimos dois meses malhei para ganhar resistência e treinei bastante para conseguir ir até a linha de chegada. No começo eu não corria nem 2k sem estar morta, mas vi minha evolução semana a semana e me senti preparada. Um dia antes da corrida tive a ilustre ideia de pesquisar dicas de como se preparar para o grande dia. E então vi inúmeros blogs dizendo: “Se você não dormiu tantas horas na semana vai ser difícil correr 5 km”. “Se você treinou na esteira nunca vai conseguir chegar”. “Não vá pensando que é assim, treinar alguns meses e sair correndo”. Na hora pensei: Já era! Dormi pouco por ter tido uma semana de muito trabalho, não comi tudo o que eles indicavam e treinei na esteira porque está fazendo muito frio onde eu moro.

Depois, eu queria encontrar os meus amigos em uma cabana nas montanhas. Como eles não precisaram trabalhar na emenda de feriado, já estavam todos lá, então o que me restava era ir sozinha e curtir o final de semana. Mas não sem antes escutar coisas do tipo, “amiga, sua louca, você vai dirigir sozinha por tanto tempo?”. “E se o seu carro quebrar?”. “Você sabe que estamos chegando no inverno e nessa época começa a nevar, né?”. ” Você vai gastar dinheiro para passar pouco tempo lá enquanto podia fazer horas extras”. Me questionei de novo.

Por sorte tive um segundo pensamento e vi que aqueles medos não eram meus e decidi ir adiante nas coisas que eu realmente queria fazer.

Eu corri os meus primeiros 5k em 36 minutos e me senti a pessoa mais incrível do mundo. Não fui a última colocada, não sofri horrores durante a prova e não me senti mal de estar correndo sozinha.

Não, eu também não morri na estrada, o carro não quebrou, o meu pneu não furou, não nevou. Passei ótimos momentos com meus amigos, conheci um lugar novo e quando voltei até me surgiu a oportunidade de fazer mais horas extras.

Pode ser difícil ir adiante com tanto negativismo, projeções e imposições de medos que na maioria das vezes não são nossos. Fazer qualquer coisa pela primeira vez gera insegurança sim, é normal. Mas é preciso ir adiante, mesmo que você tenha que levar esse sentimento ruim no banco do passageiro ou correr junto com ele, prometo que ele cansa antes do primeiro quilometro, desce do carro nos primeiros 30 minutos e o resultado é incrível.

E ah, quando você se arrisca em busca das suas vontades, sonhos, objetivos e aprende a escutar seu coração, você passa a acreditar que tudo é possível, tanto para você quanto para os outros. Então você já não faz mais parte do time dos que desacreditam e desencorajam. O bem que isso faz é universal.

Oakland, MD

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4 comentários sobre “Coisas que você aprende quando deixa de escutar os outros (e passa a escutar a si mesmo)

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