Acabei de assistir: Livre

Falar de filme é meio clichê, né?! Tem tantas resenhas na internet, sites que só falam disso e trailers no Youtube que te mostram em três minutos se vale a pena assistir ou não. Mais clichê ainda é falar de um filme que concorreu ao Oscar e todo mundo já deve ter, pelo menos, escutado falar.

Mas decidi falar um pouco de Livre por ser um filme de recomeços, de um encontro com nós mesmos e de coisas que só a gente pode fazer pela nossa vida. Ainda mais por eu estar em um momento de tantas mudanças e de partir sozinha rumo ao desconhecido.

Livre (Wild, 2014) é uma história real, baseada na biografia de Cheryl Strayed que aos 26 anos se depara com a vida de cabeça para baixo, perdida e sem perspectiva de um futuro. Na busca de se encontrar e dar um novo rumo a sua vida, ela decide fazer a trilha do Pacific Crest Trail (PCT) de 1.700 quilômetros sozinha. Foram três meses de aventura, medo e superação pessoal em meio a natureza.

O filme lembra muito Na natureza selvagem (Into the wild, 2007), mas achei ainda mais interessante porque Cheryl tenta o tempo todo se encontrar dentro dos próprios pensamentos, lidar com suas emoções, memórias, dores e sentimentos. Além disso, ela quer mesmo completar a trilha e saber o que a espera no final, tanto que ela carrega uma mala exageradamente pesada com tudo que ela pode precisar em algum momento da jornada. Diferente do Christopher Johnson McCandless que parece estar sempre fugindo, sem preparo nenhum, indo de encontro a morte.

É incrível como a gente sabe tantas coisas sobre as outras pessoas, sobre a nossa família e amigos e sabemos tão pouco sobre nós mesmos. Será que um dia todo mundo tem esse “chamado” da vida para se encontrar consigo?

Wild_Livre

Não há como saber o que faz algo acontecer, ao invés de outra coisa. O que leva a algo. O que destrói algo. O que faz algo florescer. Ou morrer. Ou tomar outro rumo.
E se eu me perdoar? E se eu sentisse muito?
Mas se eu pudesse voltar no tempo, não faria nada diferente (…)
E se tudo o que eu fiz me trouxe até aqui? E se eu nunca me redimisse? E se eu já estivesse redimida?
Levei anos para ser a mulher que a minha mãe criou. Levei 4 anos, 7 meses e 3 dias para fazer isso. Sem ela. Depois que me perdi na selvageria do meu luto, encontrei o caminho para fora da floresta. Eu não sabia para onde ia até chegar no último dia da trilha. Obrigada, eu pensei por muitas vezes. Por tudo que a trilha ensinou e tudo que eu ainda não sabia (…)
Eu só sabia que não precisava mais ficar de mãos vazias. Ver o peixe abaixo da superfície era o suficiente. Era tudo. A minha vida, como todas as vidas. Misteriosa, irrevogável e sagrada. Tão perto. Tão presente. Pertencendo tanto a mim. Não foi tão libertador deixá-la existir?”

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