A decisão de mudar sua vida

Acho que não é novidade para nenhum dos meus amigos e familiares que faço terapia há quase dois anos e meio e hoje não tenho vergonha nenhuma disso.

Acredito que vivi muito bem cada etapa da vida, fui uma criança feliz e uma adolescente desencanada. Nunca tive uma morte na família ou traumas evidentes.

Mas, a “preocupação” e algumas neuroses sempre estiveram presentes. Consequentemente com o tempo fui apresentada a ansiedade. Era aquela criança que estava brincando no meio das outras, mas ao mesmo tempo estava atenta aos assuntos dos adultos. Não entendia muito bem o que era, mas já ficava preocupada, querendo resolver. E era uma adolescente normal, feliz, rebelde, vivendo e conhecendo lugares e pessoas, mas assombrada por algum medo.

Em junho de 2012 quando estava no fim da faculdade e quase concluindo o TCC tive uma crise muito grande. Não sei definir… Estava completamente estressada, com pensamentos absurdos, um misto de sensações. Ok! Nada diferente do que talvez as pessoas sintam normalmente no dia a dia e também nada muito diferente do que eu tinha sentido a vida toda. Mas, dessa vez senti que não podia mais ajudar a mim mesma. Senti que queria um futuro diferente de tudo o que eu tinha sentido de ruim nos anos passados.

Assim, fui atrás de um psicólogo e encaixei as consultas em uma janela nas aulas que tinha naquele finalzinho da faculdade.

Descobri muitas coisas sobre as pessoas e principalmente sobre mim nesse tempo. Não sei quanto tempo mais isso vai levar e sei que ainda tenho muitas questões a serem resolvidas na minha cabeça, mas a terapia foi e ainda é uma fatia importante na minha vida.

Além de mim, conheço bastante gente que faz ou fez terapia e também tomou essa decisão de mudar suas vidas, passando por cima dos tabus e preconceitos.

Vamos ver como algumas pessoas tomaram essa decisão?

thais

Thais Carapiá: Quando comecei a fazer terapia, eu era criança, tinha uns 11 para 12 anos. Andava muito, muito triste. Minha mãe percebeu, e perguntou para a minha oftalmologista se ela poderia indicar uma psicóloga. Entre idas e vindas com diversos profissionais diferentes faço tratamento até hoje, com 25 anos. Apesar de fazer terapia há tantos anos, cada fase de nossa vida é unica, com seus problemas e contratempos. Percebo que ainda tenho muita dificuldade em lidar com determinadas situações, o que faz com que eu persista com a terapia.

 

rebecca

Rebecca Barboza: Sempre fui uma pessoa muito ansiosa e preocupada, desde menininha. Alguns médicos já haviam me recomendado passar em um psicólogo, mas era muito resistente, achando que era coisa de malucos e doentes, não via a terapia como uma forma de melhorar e resolver problemas, até que de uns tempos para cá minha ansiedade tomou níveis extremos, causando mal-estar físico e vi que não poderia lidar com ela sozinha. Precisava de uma qualidade de vida, viver como uma jovem de 21 anos normal e não viver preocupada com todos os problemas do mundo. Decidi fazer a terapia em uma conversa no ambiente de trabalho, onde muitos dos meus colegas faziam a terapia e ajudava em vários aspectos de sua vida. Pedi, então, a indicação de uma boa psicóloga e após o inicio do tratamento tive a certeza de que não pararia mais.
A terapia ajuda em milhares de coisas, claro que não é um resultado rápido como imaginamos, o trabalho para ficar bem é árduo, mas vale a pena no final. Hoje percebo que o tratamento é uma forma de lidar com os problemas que não conseguimos resolver com um simples piscar de olhos.

 

Karina

Lucas Nykiel: Na verdade eu sempre busquei respostas em todo tipo de lugar. Apesar das coisas caminharem bem na minha vida, sempre fui tomado por algum tipo de vazio, ansiedade ou outras manifestações negativas que me tiravam o equilíbrio e me impediam de continuar em frente em diversas situações.
Chegou uma hora que eu acreditei ser fundamental para a minha realização e projetos de vida buscar amadurecimento e equilíbrio.
Acredito nas diferentes formas de conhecimento e crescimento, pessoalmente a terapia foi a que mais tive afinidade e me ajudou muito a não me manter superficial diante dos meus sentimentos e relações.

 

Karina

Karina da Hora: Eu procurei a terapia quando percebi que estava perdendo o controle das minhas emoções, e apesar de ser uma pessoa de muita fé, naquele momento foi a decisão mais importante que eu poderia fazer, buscar ajuda para entender por aquilo estava acontecendo.
Acredito que a terapia te ajuda a conhecer suas faces, além da libertação de sentimentos negativos que com muitas sessões você alcança, lá você também aprende como lidar com sua carência, medo, frustração, insegurança e raiva. Vi na terapia um caminho para cura da alma e crescimento pessoal.

E o lado do psicologo, como será lidar com a vida das pessoas?

Márcia

Márcia Cortez: A Psicologia Clínica não é um hobby. É uma escolha. É a minha profissão. Executo com dedicação, estudo , supervisão, análise e também com amor. Trabalho com as emoções, às vezes sutis , às vezes densas. Trabalho com as dificuldades, as limitações, a doença que corrói a alma e com as relações na sua diversidade. Trabalho com um mundo de possibilidades e transformações. Trabalho com o SER HUMANO com sua subjetividade e objetividade. Com a sua beleza e com a sua feiura, na sua completude. O caminho por vezes é árduo, e por vezes feliz. É aqui que quero estar, que me descubro e me reinvento todos os dias. Aqui é o meu lugar!

A questão é que somos todos “mutcho loucos” e é singelo assumir que as vezes precisamos de uma ajudinha para dar aquele pontapé na vida.

Os depoimentos são dos meus amigos e da Márcia, minha psicologa e também fundadora do Espaço Crescer Psicologia que ajuda tantas outras pessoas.

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3 comentários sobre “A decisão de mudar sua vida

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